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sábado, 13 de setembro de 2008

cronica: a miseravel

Ontem estava assistindo teve, e me chamou a atenção uma entrevista com Roberta Close, em q ela contava como foi E como ainda continua a ser difícil a sua vida.
Ela contou q foi proibida de trabalhar na teve, disse q em uma novela alguns atores se recusaram a fazer cenas de beijo com ela, ou seja não foram profissionais o suficiente para separar o pessoal do profissional pois o primeiro mandamento de um ator e se despir de todos os preconceitos e q ainda sofre preconceito, com o fato de ser transexual, disse q ate hj as pessoas ainda se dirigem a ela com a intenção de saber sobre a operação, q aconteceu a mais de 20anos. Disse q neste tempo q ficou na Europa, trabalhou muito, aprendeu 5 idiomas e mesmo assim interessa o fato dela ter mudado de sexo
Fiquei me perguntando, como o ser humano consegue ser tão mesquinho, lembrei de um livro de Victor Hugo( não confunda com o das bolsas) os miseráveis q conta a historia de um homem q rouba um pedaço de pão velho, e preso, condenado a 20anos de prisão e mesmo após cumprir toda a pena, continua a ser tratado como um ladrão.
Será q Roberta não pagou todos os seus pecados? ou alguém acha q e fácil se submeter a uma cirurgia de sexo, com todos os riscos q uma cirurgia tão delicada envolve? Ou melhor qual foi o pecado de Roberta? Pelo q vejo, seu unico pecado foi querer ser feliz, nem q para isso tivesse que fazer algo q a sociedade homogenica acha errado.Alem do mais, se o q ela fez foi certo ou errado ela fez com o corpo dela, e ninguém tem nada a ver com isso.
Diga nao a toda a forma de preconceito

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

cronica: nine/eleven

se passou 7anos, mais ainda me lembro deste dia como se fosse ontem.
Lembro q trabalhava no escritório de um restaurante, e como todas as manhas, calculávamos a venda do dia anterior e ouvíamos uma radio para espantar o sono. Estava meio triste, pois não havia conseguido o intercâmbio, para passa um ano em NEW YORK, me lembrei q se tivesse conseguido estaria chegando lá, exatamente naquela data.
Quando começamos a ouvir a informação de q um avião havia se chocado com a torre sul, imediatamente aumentamos o volume e enquanto fazíamos a contabilidade, prestávamos atenção nos acontecimentos, ate q alguns minutos depois, outro avião se chocou com a outra torre e começos a se especular de q seria um ataque terrorista.
O escritório ficava do lado de fora do restaurante, em uma sala no final do estacionamento, lembro q todos adiantamos o máximo possível o serviço para poder ir ao restaurante e poder acompanhar o q estava acontecendo
Cheguei ao restaurante exatamente no momento q a primeira torre caiu, me lembro de sentiu um embrulho no estômago, como se tivesse levado um soco. fiquei imaginando as pessoas q estavam na torre, no avião e ate mesmo na cidade, lembro q comecei a imaginar se tudo aquilo não seria um trailer de um filme, lembrei de Orson Wells. e todo o desespero q causou ao narrar guerra dos mundos e imaginei se não seria mais uma estratégia de marketing, depois descobri q quando temos um impacto muito forte a tendência e negar, e achar q e brincadeira
Ate q por fim a segunda torre caiu, lembro q comecei a chorar, as pessoa a minha volta me perguntavam s pq chorava, se eu conhecia alguém em NY, eu dizia q não, q não sabia o pq estava chorando, q sentia vontade de chorar
passei as semanas q se seguiram com uma sensação de tristeza, sem saber o pq, ate q finalmente descobri a razão das lágrimas: Havia acabado de presenciar um fato histórico, um fato q mudou toda a tragetoria da humanidade, o dia 9/11 e o dia em q a inocência se perdeu, ali eu descobri q não estamos seguros em lugar algum, todos nos passamos a desconfiar de todos e tudo, pois a partir daquele momento todos poderiam ser um terrorista em potencial. Passamos a ser vistos como culpados antes de qualquer coisa, como o brasileiro que foi morto em Londres, confundido com um terrorista. A bomba que explodiu o metro em Madrid, em represaria ao apoio aos EUA, um pais q foi invadido, mães q receberam uma bandeira, em troca do filho, um idiota q foi reeleito em troca de um ditador enforcado...
Tudo isso aconteceu por causa do dia 11/09/01, o dia em q a humanidade se tornou mais desumana e cruel.


NÃO PERDI NINGUÉM EM NENHUM DOS ACONTECIMENTOS DESCRITOS AQUI, MAS DE ALGUMA FORMA DEIXO NESTE HUMILDE POST UMA FORMA DE HOMENAGEM A TODOS OS QUE SE FORAM, E AO Q PERDERAM ALGUM PARENTE NESTES ACONTECIMENTOS

domingo, 7 de setembro de 2008

cronica: surto de amor

Hj encontrei com um amigo na rua, e ele me perguntou se estava melhor, disse q estava ótimo como sempre, então ele respondeu q bom q melhorou do "surto de amor". Quando ele falou isso eu ri, mais algo ficou em minha cabeça desde quando amor e uma doença para ter surto (embora a palavra apaixonado venha do latim patos, que signífica doente, que também dá origem a palavras como patologia (estudo da doença), é por isto que dizem, estou doente de amor, porque enquanto alguém esta apaixonado, faz loucuras de amor, tem desequilíbrio hormonal cerebral, e assim por diante) .
Ruminei durante o dia e cheguei a conclusão de que hj em dia o amor e realmente uma doença. onde cada um por si, ninguém tem mais consideração pelo outro, todos querem um relacionamento, mais não conseguem abrir mão de algo, querem se relacionar, esquecendo q relacionamento e para dois, q tudo deve ser pensado e planejado pelos dois.
Imagine então um surto de amor, todos apaixonados , não haveria guerra, menos pessoas iriam morrer e pelo contrario mais pessoa iriam nascer, e consequentemente o mundo ficaria mais cheio do que esta
Talvez algum dia alguém encontre a cura dessa doença. Com certeza será um remédio de tarja preta e devera ficar perto do prozac na farmácia, mais o melhor seria q fosse vendido ser receita, afinal de contas ninguém esta livre de pegar essa doença.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

crônica:coração selvagem

Recentemente, estive em uma exposição sobre Clarisse Lispector e lá tive uma importante revelação: realmente quero ser escritor.
A exposição consegue mostrar toda a loucura de um escritor, sua angustias, seu medos e anseios e todo o processo criativo. Pois quem escreve sabe o que eu estou dizendo, o processo e muito doloroso mais ao mesmo tempo muito prazeroso
Devo confessa q sempre tive medo de Clarisse, sempre me pareceu confusa, e a imagem q todos temos dela e de uma pessoa louca, mais descobri uma mulher frágil que, para não sofrer, se vestia com uma armadura de força e coragem.
Descobri que para escreve e preciso acima de tudo possuir um coração selvagem e viver com toda a intensidade.
OBRIGADO CLARISSE por mostrar algo tão importante para mim, agradeço por, através de objetos, cartas e seu livros me mostrar que não estou só, assim como você só serei compreendido após minha partida, por isso devo escrever sem medo, somente no futuro serei entendido....